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Quem é Faker? A história do maior jogador de LoL de todos os tempos

Faker (Lee Sang-hyeok): 6 títulos mundiais, 10 da LCK, 13 anos de T1 e os recordes do maior jogador da história do LoL.

Patrick Fernandes Por · Curadoria BoaCall · publicado em 29/09/2026 · atualizado em 20/10/2026
Neste guia 17 seções
  1. Quem é Faker
  2. A estreia de Faker que virou lenda (2013)
  3. Faker, o jogador que joga tudo
  4. A dinastia SKT de Faker (2015-2016)
  5. A queda de 2017
  6. A travessia do deserto (2018-2021)
  7. ZOFGK e a final que escapou (2022)
  8. O retorno do imperador (2023)
  9. A noite do Galio: o Mundial de 2024
  10. O tri seguido (2025)
  11. Faker em 2026
  12. Hall of Legends: antes de todos, Faker
  13. Títulos e conquistas de Faker
  14. Os recordes do Rei Demônio
  15. Além do servidor
  16. Fontes deste perfil de Faker
  17. Perguntas frequentes

Nenhum jogador define um esport como Lee Sang-hyeok define o League of Legends. Afinal, Faker é hexacampeão mundial, dono de dez títulos da LCK, sócio do próprio time, primeiro nome do Hall of Legends da Riot e o único atleta da história do jogo que atravessou treze anos no mais alto nível vestindo uma única camisa. Por isso, este é o retrato completo do Rei Demônio Imortal: de adolescente com medo de jogar ranqueada a maior lenda que o LoL já produziu, com as jogadas, as quedas e as falas de quem esteve ao lado dele.

  • Nome: Lee Sang-hyeok, mid laner do T1, nascido em 7 de maio de 1996, em Seul.
  • Carreira: foi anunciado pelo time em fevereiro de 2013, estreou em partidas oficiais em 6 de abril de 2013 e nunca trocou de organização; é sócio do T1 desde fevereiro de 2020.
  • Títulos: 6 Mundiais (2013, 2015, 2016, 2023, 2024 e 2025), 2 MSI, 10 títulos da LCK e a Esports World Cup 2024.
  • Prêmios: MVP das finais do Mundial de 2016 e 2024, primeiro nome do Hall of Legends da Riot (2024) e a medalha Cheongnyong, em janeiro de 2026.
  • Recorde: primeiro jogador a chegar a 500 abates em Mundiais, na final de 2024 contra a Bilibili Gaming.

Dados de carreira conferidos na Liquipedia em outubro de 2026.

Quem é Faker

Lee Sang-hyeok nasceu em 7 de maio de 1996 em Seul, na Coreia do Sul, e tem 30 anos. É o mid laner do T1, time em que foi anunciado em fevereiro de 2013 e pelo qual estreou em partidas oficiais em 6 de abril daquele ano. Antes da fama, jogava sob o nome 고전파 (Gojeonpa) e, por incrível que pareça, evitava as ranqueadas. Na verdade, ele mesmo conta que tinha medo delas. O problema, porém, é que venceu tantas partidas normais que o sistema já não encontrava adversários à altura, e a fila simplesmente parava. Assim, sem alternativa, migrou para o modo ranqueado e, aos 16 anos, já era o jogador número 1 do servidor coreano. Além disso, sua conta mais famosa, Hide on bush, é conhecida no mundo todo, segundo a Leaguepedia.

Quer ser um vigilante também? Aqui tem o link pra conta dele no op.gg

A estreia de Faker que virou lenda (2013)

O técnico kkOma o recrutou para o time irmão da SK Telecom T1, e a estreia aconteceu contra o CJ Entus Blaze, diante de Ambition, então um dos três melhores mids da Coreia. Não podia haver batismo mais difícil. Então, no instante em que o Kha’Zix de Ambition evoluía uma habilidade, uma janela curtíssima, Faker entrou e o executou no meio da lane. Depois, fechou quatro abates em menos de oito minutos. O próprio Ambition, anos mais tarde, transformou a história em piada: diz que ninguém vai lembrar do abate número 3 mil, 4 mil ou 5 mil de Faker, mas todo mundo lembra do primeiro. E o primeiro foi ele.

Além disso, no mesmo ano, venceu o Champions Summer com uma virada histórica contra a KT Rolster, incluindo a jogada mais famosa da história do LoL: o duelo de Zed contra o Zed de Ryu, em que Faker venceu uma troca que parecia perdida com uma sequência que os narradores mal conseguiram acompanhar. Ryu, anos depois, chamou aquele momento de “um capítulo sombrio” da própria história, e admitiu que Faker jogou muito bem. Meses depois, com apenas 17 anos, Faker ergueu o troféu do Mundial de 2013 no Staples Center, em Los Angeles, com um 3 a 0 sobre a Royal Club na final.

Também foi nesse Mundial que nasceu o apelido: depois de enfrentá-lo, o mid chinês Cool, da OMG, disse que era quase impossível matá-lo e o chamou de Unkillable Demon King, o Rei Demônio Imortal. Impact, seu companheiro de time naquele ano, resumiu a temporada de estreia assim: olhando para trás, Faker estava cinco ou seis anos à frente de todo mundo no entendimento do jogo.

Faker, o jogador que joga tudo

Se a mecânica fez a fama, a criatividade fez a lenda. Por exemplo, em setembro de 2024, poucos meses depois de entrar no Hall of Legends, Faker chegou ao 80º campeão diferente em partidas oficiais, segundo a Liquipedia. Em fevereiro de 2025, já eram 82, o maior número entre os mid laners, segundo a Leaguepedia. E não por acaso: muitas vezes ele foi o primeiro a levar um campeão para o meio, antes de o resto do mundo entender por quê.

  • Irelia no mid: contra a ROX Tigers, a escolha pegou o mid adversário, Kuro, completamente desprevenido. Ele mesmo admitiu depois que aquele pick “não era possível” na leitura da época.
  • Master Yi no mid: numa época em que ninguém cogitava isso, Faker colocou o espadachim no meio e ainda arrancou um abate duplo numa luta contra o time de Ambition.
  • O efeito meta: Ryu, o rival do duelo de Zed, resumiu o impacto dessa fase: o que Faker jogava virava meta.

Além disso, perguntado sobre essas escolhas, Faker deu a resposta mais Faker possível: disse que, naquela época, aqueles picks simplesmente surgiam no dia a dia dele. Por sua vez, Wolf, suporte da SKT, ajuda a explicar: Faker falava do jogo até durante as refeições e, nas férias, preferia ficar em casa jogando em vez de sair.

A dinastia SKT de Faker (2015-2016)

Depois de um 2014 de seca, a SK Telecom unificou seus dois elencos e iniciou a era mais dominante que o jogo já viu. Assim, Faker venceu o Mundial de 2015 contra a KOO Tigers e defendeu o título em 2016 contra a Samsung Galaxy, tornando-se ao lado de Bengi o primeiro tricampeão mundial. Nesse período empilhou também dois MSI seguidos (2016 e 2017) e levou o MVP do MSI 2016, o primeiro prêmio de MVP entregue num MSI ou Mundial, segundo a Wikipédia.

Faker e o elenco da SK Telecom T1 posando com a taça do Mundial de LoL

Além disso, a dupla com o caçador Bengi era tão sincronizada que os adversários o chamavam de “sombra do Faker”, e os narradores brincavam que Bengi era o terceiro feitiço de invocador do mid laner. Por exemplo, Ambition conta que tentava ler os blefes da SKT e, quando achava que Faker estava sozinho, Bengi aparecia. Ruler, que anos depois seria seu grande algoz, descreveu a sensação de enfrentá-lo naquela fase: se o jogo corresse normal, Faker tomava conta da partida, e ele parecia uma muralha.

A queda de 2017

Em 2017, a SKT chegou à quarta final de Mundial da era Faker como favorita absoluta, depois de vencer duas séries de cinco jogos em que ele segurou o time praticamente sozinho. Porém, na final, a Samsung Galaxy devolveu a derrota de 2016 com um 3 a 0. No fim, o lance que selou o título foi uma flash com ultimate de Ruler, que pegou Faker no meio do mapa e decretou o fim da dinastia.

Logo, a imagem de Faker chorando no palco de Pequim correu o mundo. Bang, atirador da SKT, estava ao lado dele e conta que foi a primeira vez que o viu daquele jeito: não era choro, era um lamento de corpo inteiro. O pai de Faker também chorou em casa, “como um pai não chora quando o filho chora?”, como contou no documentário Hall of Legends: Faker, lançado pela Riot em 2024. Além disso, o técnico kkOma explica o peso daquele momento: para a SKT, qualquer coisa abaixo do título era fracasso, e mesmo as vitórias vinham com cobrança por não terem sido mais convincentes.

Faker abatido na cabine da SKT após a derrota na final do Mundial de 2017, com Bang ao lado

A travessia do deserto (2018-2021)

Segundo o pai, vieram dois a três anos muito difíceis depois daquela final. Primeiro, em 2018, a maior parte do elenco saiu, e o próprio Faker descreve a temporada como frustrante: por mais que se esforçasse, o time não funcionava. A SKT ficou fora do Mundial realizado na própria Coreia. Depois, em 2019, a caminhada terminou nas semifinais diante da G2, e Caps, o mid europeu, resumiu o que aquilo significava: “Faker era o cara a ser batido, e vencê-lo foi pura euforia”. Por fim, em 2020, o T1 não se classificou para o Mundial.

Enquanto isso, a narrativa de que o sol estava se pondo para Faker ganhou força. Afinal, Chovy surgia com números absurdos, ShowMaker levava a DAMWON ao título mundial de 2020, e a pergunta era se aquilo era uma fase ruim ou o fim de uma era. Ainda em 2020, no meio da tempestade, Faker deu um passo que mudou sua relação com o time: virou sócio do T1. Depois, em 2021, caiu nas semifinais do Mundial diante justamente da DWG KIA de kkOma, seu antigo técnico. Ainda assim, ao fim da série, foi até ele e disse: “Bom trabalho, de verdade”. kkOma diz até hoje que não consegue descrever o que sentiu naquele momento.

Além disso, o próprio Faker reconhece que a mudança mais importante foi interna. Em 2021, disse ele, ainda tinha um ego muito forte e convicções rígidas sobre como o jogo devia ser jogado. Depois, com o tempo, ficou mais objetivo, mais aberto e mais flexível. Por isso, para Bang, o que mais impressiona é exatamente isso: em vez de só resistir aos momentos ruins, Faker aprendeu com eles.

ZOFGK e a final que escapou (2022)

Então, em 2022, com a subida de Zeus ao time principal, nasceu a formação que marcaria a década: Zeus, Oner, Faker, Gumayusi e Keria, o ZOFGK. Logo de cara, o time fez o impensável: campeão do Spring da LCK com 18 vitórias e nenhuma derrota em séries, a primeira campanha invicta da história da liga. Assim, Faker, agora o veterano de um time de novatos, virou o irmão mais velho do grupo. Por exemplo, Gumayusi conta que, quando o time ficava nervoso, Faker dizia: “Não fiquem nervosos, é só mais uma partida. Joguem como nos treinos”. E, vindo de quem vinha, funcionava. Além disso, para o comentarista Caedrel, a energia dos jovens deu a Faker um segundo fôlego.

Depois, no Mundial daquele ano, em San Francisco, o T1 chegou à final e perdeu para a DRX por 3 a 2, depois de estar a uma vitória do título. Por sua vez, o pai de Faker lembra que, ao ver Keria chorando, pensou no filho em 2017. Faker, desta vez, estava do outro lado da história: disse que passou os minutos seguintes checando se os companheiros estavam bem e já pensando no ano seguinte.

O retorno do imperador (2023)

O ano de 2023, porém, começou com um susto. Desde o início do Summer, Faker sentia dormência e formigamento no braço. Ele tentou seguir jogando, mas o quadro piorou, e ele parou para tratar a lesão, fruto de mais de dez anos de uso intenso do punho. No total, foram 31 dias fora, e o T1 sem ele emendou uma sequência de quatro derrotas. Mesmo assim, Faker diz que decidiu encarar a lesão pelo lado positivo: se voltasse bem, o time se classificaria para o Mundial. Voltou, o time se classificou e ele ainda capitaneou a Coreia ao ouro nos Jogos Asiáticos.

O Mundial de 2023 em casa

Além disso, o Mundial de 2023 foi disputado na Coreia, algo que Faker nunca tinha conseguido: em 2014 e 2018, anos em que o país sediou o torneio, a SKT ficou de fora. Porém, a favorita era a JDG, campeã do Spring, do MSI e do Summer chinês, a um passo do Golden Road, o feito de ganhar tudo no mesmo ano. Depois, nas quartas de final, com os outros times coreanos já eliminados, o T1 virou a última esperança da LCK. Passou pela LNG por 3 a 0 e, antes da semifinal contra a JDG de Ruler, provocou com uma frase que virou meme: “Ruler, não se esqueça: todos os caminhos levam a mim”.

No fim, o T1 venceu por 3 a 1. Numa das lutas decisivas, Faker flanqueou justamente Ruler e depois descreveu o lance com praticamente as mesmas palavras que o rival usou sobre a final de 2017: “Eu vi o ângulo, então entrei”. Por fim, na final, veio o 3 a 0 sobre a Weibo Gaming de TheShy e Xiaohu, com direito a abate triplo de Faker. Sete anos depois do último título e dez anos depois do primeiro, o narrador coreano Jun anunciou a volta do imperador.

A noite do Galio: o Mundial de 2024

Se 2023 foi o retorno, 2024 foi a consagração. E começou do jeito mais improvável: o T1 entrou no Mundial como quarto seed da LCK, depois de garantir a vaga com um 3 a 2 sobre a KT Rolster no classificatório regional.

A semifinal contra a Gen.G

A semifinal contra a Gen.G virou a partida sem ser final mais assistida da história do LoL. Porém, no último jogo, a história ameaçou se repetir: Kiin, de Poppy, deu flash e prendeu Faker contra a parede, praticamente no mesmo ponto do mapa em que Ruler o pegou em 2017. Desta vez, o T1 reagiu, venceu a luta e a série. Depois, na entrevista, Faker elogiou o rival: disse ter certeza de que Chovy, um dos maiores mids do mundo, ainda vai ganhar um Mundial.

A final contra a BLG

A final contra a Bilibili Gaming tinha um duelo de recordes. Por um lado, a BLG nunca havia perdido uma série melhor de cinco para o T1: foram três vitórias, uma no MSI de 2023 e duas no MSI de 2024. O T1, por sua vez, nunca tinha perdido uma melhor de cinco para um time chinês em Mundiais. Além disso, o top laner Bin, da BLG, provocou antes da final: os 100% do T1 contra a LPL existiam só porque ainda não tinham enfrentado a BLG. Então, a BLG abriu 2 a 1 e chegou a ter 10 mil de ouro de vantagem no terceiro jogo. Mas, no quarto, Faker assumiu: deu solo kill no atirador Elk, comandou as lutas que empataram a série e, no caminho, virou o primeiro jogador a alcançar 500 abates em Mundiais. O segundo colocado nessa lista, Deft, tinha 405.

O Galio no quinto jogo

No quinto jogo, Faker escolheu o Galio, o mesmo campeão que usou nos cinco jogos da semifinal de 2017. Aos 28 minutos, com a partida equilibrada, o T1 ficou em desvantagem numérica, três contra quatro, e Bin teleportou para trás do time, fechando a saída. Então, Faker respondeu com flash e provocação no meio dos inimigos: o T1 venceu a luta e pegou o Barão. Um minuto depois, Zeus foi pego sozinho no topo contra quatro. Os companheiros estavam longe, mas Faker estava no alcance da ultimate e voou até ele. Assim, desviou do combo do Jarvan IV, segurou a luta com o próprio tempo parado e sobreviveu mais uma vez, enquanto Keria, de Poppy, cancelava o teleporte do mid adversário. Ou seja, foram duas jogadas decisivas em sessenta segundos, na final do Mundial. No fim, o T1 venceu por 3 a 2.

Além disso, a final foi a partida de esports mais assistida da história, com quase 7 milhões de pessoas assistindo ao mesmo tempo no pico. Além disso, Faker levou o segundo MVP de final de Mundial da carreira (o primeiro tinha sido em 2016), algo que nenhum outro jogador conseguiu. E a comemoração ainda teve um momento que viralizou: Zeus bateu o troféu na própria cabeça, Oner caiu na gargalhada e Faker foi conferir se o companheiro estava bem.

O tri seguido (2025)

Em 9 de novembro de 2025, o T1 completou o que nenhum time havia feito na era moderna: o tricampeonato mundial consecutivo, batendo a rival KT Rolster por 3 a 2. Assim, Faker chegou a seis títulos mundiais, sozinho. Ou seja, sozinho, ele tem mais Mundiais do que qualquer região do planeta, se os títulos do T1 não entrarem na conta da LCK. A lista completa de campeões, recordes e finais do torneio está no guia do Worlds de LoL.

Faker em 2026

Depois, para 2026, o T1 promoveu a maior mudança do elenco em anos: Peyz assumiu a vaga de Gumayusi no bot lane e terminou a temporada regular no primeiro time All-LCK ao lado de Keria. Na LCK, o T1 caiu nos playoffs diante da Hanwha Life por 3 a 1, em 12 de setembro, mas garantiu presença no Mundial de 2026 como terceiro seed da LCK, segundo a Sheep Esports, onde Faker defende a coroa e mira o inimaginável: o quarto título seguido e o sétimo da carreira.

Hall of Legends: antes de todos, Faker

Em 2024, a Riot criou o Hall of Legends, o hall da fama do LoL, e não houve discussão sobre quem abriria a lista. Os critérios oficiais olham títulos e vagas em torneios, estatísticas da posição e a contribuição geral para o esporte, segundo a Leaguepedia. Já na leitura do BoaCall, a carreira de Faker se resume em cinco pontos:

  • Maestria: dez títulos da LCK, dois MSI e, na época da indicação, quatro Mundiais.
  • Criatividade: mais de 80 campeões diferentes em jogos oficiais e picks que viraram meta.
  • Resiliência: a volta ao topo depois de 2017 e dos anos de seca.
  • Trabalho em equipe: de “sombra” de Bengi a irmão mais velho do ZOFGK.
  • Impacto: um jogador que ultrapassou o próprio jogo.

O impacto de Faker além do jogo

Na verdade, esse último ponto talvez seja o mais impressionante. Por exemplo, em 2020, o site coreano Creatrip listou Faker entre os cinco “tesouros nacionais vivos” da Coreia do Sul, ao lado do cineasta Bong Joon-ho, do BTS, da patinadora Kim Yuna e do jogador de futebol Son Heung-min. Para John Needham, presidente de esports da Riot, ele é “a figura mais icônica e influente da história do League of Legends e dos esports”. A fala está na Inven Global. Caps o definiu como “o chefão final do League of Legends”. Por sua vez, o narrador chinês Zeyuan o comparou ao Everest, e outro depoimento da homenagem, a um pinheiro: chova, neve ou o tempo passe, ele não muda.

A mensagem do pai dele na homenagem é das mais bonitas: parabenizou o filho, mas lembrou que ser o primeiro também é um fardo pesado. Depois, no discurso, Faker agradeceu aos fãs e companheiros e deixou um desejo que diz muito sobre ele: que muitos jogadores o superem no futuro e encham o Hall of Legends. Como diz o bordão que os narradores repetem desde então, a forma é passageira, Faker é eterno.

Títulos e conquistas de Faker

ConquistaAnos
Campeão Mundial (6x)2013, 2015, 2016, 2023, 2024 e 2025
Campeão do MSI (2x)2016 e 2017
Campeão da LCK (10x)Entre 2013 e 2022
Esports World Cup2024 (com prêmio de MVP)
Ouro nos Jogos Asiáticos2023 (como capitão da Coreia)
MVP da final do Mundial2016 e 2024 (único bicampeão do prêmio)
Hall of Legends da Riot2024, primeiro jogador da história a entrar

Os recordes do Rei Demônio

  • Primeiro jogador a disputar 900 partidas, vencer 600 e alcançar 3.000 abates na LCK.
  • Primeiro a chegar a 100 vitórias e 500 abates em Mundiais.
  • Único jogador eleito MVP de duas finais de Mundial.
  • Sequência de 19 vitórias seguidas entre 2013 e 2014, recorde que levou dez anos para ser batido, segundo a Liquipedia.
  • 82 campeões diferentes em partidas oficiais até fevereiro de 2025, o maior número entre os mid laners, segundo a Leaguepedia.
  • Protagonista da final de esports mais assistida da história, a do Mundial de 2024.
  • Treze anos no mesmo time, a passagem contínua mais longa de um jogador por uma única organização no LoL, segundo a Leaguepedia.
  • Mais títulos mundiais (6) do que qualquer organização inteira fora o próprio T1.

Além do servidor

Fora do jogo, Faker é uma instituição. É sócio do T1 desde 2020, tem nove skins dedicadas a ele no próprio LoL , segundo a Liquipedia, mais do que 57 campeões do jogo tinham em agosto de 2025, segundo a Sheep Esports, recebeu da Riot o lugar inaugural no Hall of Legends e, no início de 2026, foi condecorado pelo governo sul-coreano com a Cheongnyong, a mais alta medalha da ordem do mérito esportivo do país, segundo o Malay Mail. Além disso, em Seul, é dono de um prédio de nove andares apelidado de Faker Tower. Ainda assim, a discrição segue a mesma dos tempos de novato: fama de guarda-roupa só com uniformes do time e camisetas brancas, e o hábito de quase nunca usar skins em partidas oficiais.

Fontes deste perfil de Faker

Os títulos, as datas e os recordes de Faker foram conferidos nas seguintes fontes, em outubro de 2026:

Fontes sobre a carreira e os recordes

  • Liquipedia: data de nascimento, estreia, títulos, prêmios de MVP, recorde de 500 abates em Mundiais e participação no T1.
  • Sheep Esports: a eliminação para a Hanwha Life nos playoffs da LCK de 2026 e a vaga do T1 no Mundial.
  • Leaguepedia: número de campeões diferentes até fevereiro de 2025, a passagem mais longa por uma única organização no LoL e a fama da conta Hide on bush.
  • Wikipédia: data da estreia em partidas oficiais (6 de abril de 2013) e o MVP do MSI 2016.

Fontes sobre homenagens e curiosidades

  • Inven Global: a entrada de Faker como primeiro nome do Hall of Legends, em 2024.
  • Malay Mail: a medalha Cheongnyong, entregue em janeiro de 2026.
  • Leaguepedia (Hall of Legends): critérios de escolha do Hall of Legends.
  • Creatrip: a lista de 2020 com os cinco “tesouros nacionais vivos” da Coreia do Sul.
  • Sheep Esports: comparação das skins de Faker com as dos campeões, em agosto de 2025.
  • esports.gg: o documentário Hall of Legends: Faker e a fala do pai dele sobre 2017.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre quem é Faker

Qual é a idade do Faker?

Faker tem 30 anos, nascido em 7 de maio de 1996, em Seul.

Por que Faker é chamado de Rei Demônio Imortal?

O apelido nasceu no Mundial de 2013, quando o mid laner Cool, da OMG, disse que era praticamente impossível matá-lo em jogo.

Qual é o nome real do Faker?

Lee Sang-hyeok. Faker é o nome que ele usa no jogo; antes da fama, ele jogava como Gojeonpa.

Em que time o Faker joga?

No T1, como mid laner. Ele está no time desde fevereiro de 2013, estreou em partidas oficiais em 6 de abril daquele ano e é sócio da organização desde fevereiro de 2020.

Faker vai jogar o Mundial de 2026?

Sim. Mesmo eliminado pela Hanwha Life nos playoffs da LCK, em 12 de setembro, o T1 garantiu vaga no Mundial de 2026 como terceiro seed da Coreia, segundo a Sheep Esports. Lá, Faker busca o quarto título seguido e o sétimo da carreira.

Dúvidas sobre os títulos e as jogadas de Faker

Quantos títulos mundiais o Faker tem?

Seis: 2013, 2015, 2016, 2023, 2024 e 2025. É o único hexacampeão mundial da história do LoL.

Qual foi a jogada mais famosa do Faker?

Duas disputam o posto. A clássica é o duelo de Zed contra Ryu, em 2013, que colocou Faker e o LoL coreano no mapa. A mais recente é a sequência de Galio no quinto jogo da final do Mundial de 2024: flash com provocação num três contra quatro e, um minuto depois, a ultimate para salvar Zeus num dois contra quatro.

O que é o Hall of Legends?

É o hall da fama do LoL, criado pela Riot em 2024 para homenagear os maiores nomes da história do jogo. Faker foi o primeiro jogador a entrar.

Faker já enfrentou times brasileiros?

Sim. No Mundial de 2024, o T1 venceu a paiN Gaming na fase suíça, a caminho do título. A história completa está no nosso guia da paiN Gaming.

Qual mouse e teclado o Faker usa?

O setup completo dele, com mouse, teclado, monitor e configurações de jogo, está na nossa página de configurações do Faker. Vale conferir também os setups de Keria e Zeus, campeões mundiais ao lado dele.

Quer jogar no mid como o Faker? Confira os melhores campeões mid do meta do LoL, com builds e counters.

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